Janelas que se abrem para o mundo:Fotografia de imprensa e distinção social no Rio de Janeiro, na primeira metade do século XX

Ana Maria Mauad

Abstract


"Primeiro fomos mais ou menos lisboetas, com o mundanismo. Depois londrinos e parisienses, agora somos new-yorquinos e hollywoodenses. O que chamava antigamente de 'sarau' passou a ser 'soirée' e hoje em dia é 'party' (...). No tempo do binóculo floresceu nossa primeira linhagem de elegantes republicanos. O asfalto, depois o automóvel fizeram o resto (...). Hoje poderíamos dizer: o Rio 'grows well' ou se acharem o adjetivo 'smart' também já foi vocábulo elegante usado antes de 1914, poderão fazer uma tradução mais moderna - 'Rio grows swell'." (Revista Rio Ilustrado, n° 170/171, agosto/setembro, 1953.)

 

 

Ao longo dos primeiros cinqüenta anos do século XX, a Capital Federal sofreu intervenções cirúrgicas na sua forma urbana, resultado de uma política urbanista que visava moldar a metrópole tropical, a imagem e semelhança das cidades temperadas. Bulevares, substituíram vielas; cafés e confeitarias, os freges e quiosques e o pacato cidadão deu lugar ao dandy ou ao smart; todas as instâncias do viver em cidade foram sendo adequadas a um novo padrão de comportamento.


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